Este foi o workshop mais interessante e mais útil a que já alguma fez fui. Esta é uma lição que TODOS, sem exceção, deveríamos ter. Recomendo mesmo muito!
Ensina-nos a ter calma e a prestar os primeiros socorros, antes de qualquer equipa médica chegar, a crianças e adultos. O Dr. José Aparício, médico que adorei ouvir e que nos involve de alma e coração na sua luta constante de querer ensinar a todos o que fazer quando uma criança perde os sentidos, se engasga ou se afoga. Os primeiro minutos, depois do acidente, são cruciais, definem a vida ou a morte da criança. E qualquer um de nós, pais, avós, educadores e até mesmo a pessoa mais desligada do mundo a crianças, deveria ter esta formação, porque acidentes acontecem (infelizmente...) em qualquer altura e em qualquer lugar.
Não vale a pena estar aqui a fazer um resumo do que aprendi e do que vi. Não adianta. tem mesmo que se ouvir um profissional. Depois, o mais importante é ir praticando para não esquecer. O que aconselho vivamente é a participarem neste workshop, que se realiza no Hospital Santa Maria no Porto, e é grátis. O horário, para quem trabalha, não é dos melhores, mas vale a pena o esforço, a falta ao emprego ou um dia de férias. Não digo que se saia de lá a apto a salvar vidas. Trata-se de um workshop e não de um curso. Não se pratica, ouve-se somente a teoria e vê-se o médico a exemplificar. Mas as noções que ficam são importantíssimas e, mesmo que hipoteticamente, um dia pode ser a nossa e a salvação dos nossos pequeninos!

"Pais e professores são normalmente os primeiros a ter de responder numa situação de acidente ou emergência médica com crianças, antes da chegada das equipas médicas. Traumatismo craniano devido a quedas, aspiração de corpo estranho (engasgamento), convulsões febris, falta de ar e pré-afogamento são algumas situações onde a actuação imediata das pessoas mais próximas pode salvar a vida de uma criança, já que os primeiros minutos são essenciais."
O Dr. Aparício gostava que toda a população tivesse acesso a um workshop destes. Pelos outros não respondo, mas eu vou voltar a assistir para relembrar e "repraticar" como ele tanto insistiu.
(E com isto se acende, mais uma vez, esta chamazinha, que tenho cá dentro escondida há muitos anos, com a vontade de ser da área da saúde, de ajudar pessoas e de me sentir útil nos cuidados a todos!...)