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sexta-feira, 21 de março de 2014

Dia do Pai

Os pais da minha vida são os melhores do mundo! Um deles é já uma estrelinha, que olha por nós todos os dias e todas as noites.

Há ainda uma outra, bem alto lá no céu, que é bastante curiosa e que se meteu em sarilhos. Quem nos conta é o papá da Alice que lhe ofereceu esta linda história. Ela era uma memória distante e já quase apagada, do tempo em que a mãe - avó da Alice - inventava cenários e personagens para o por a dormir - ao pai da Alice.

Hoje esta história é da Alice e para a Alice. Mas sintam-se livres de levar a estrelinha até à cama dos vossos pequeninos!

"A Estrelinha curiosa"

Era uma vez uma estrelinha que vivia lá no céu, juntamente com as suas irmãs. Todas as noites, enquanto as outras dormiam, a estrelinha ficava acordada a olhar lá para baixo, para a terra. Era capaz de ficar horas e horas a fio a olhar, fascinada por aquela bola azul e verde. Como seriam as coisas lá em baixo? Parecia-lhe tudo tão bonito visto dali! A cada noite que passava, a curiosidade aumentava e lá ficava a estrelinha a olhar, no silêncio da noite, enquanto as suas irmãs brilhavam e dormiam tranquilamente.

Até que uma noite, a estrelinha decidiu: “Hoje vou conhecer a terra. Tenho de saber o que se passa lá.” Então olhou em redor, assegurou-se que as outras estrelas estavam mesmo a dormir e lá partiu ela em direção à terra, a toda a velocidade. Voou, voou, voou até chegar cada vez mais perto. E quanto mais perto chegava, mais bonito tudo lhe parecia. Agora já conseguia perceber que aquele azul imenso era dos enormes oceanos e mares e o verde que via lá de cima, era das montanhas e vales que agora estavam cada vez mais nítidos. Mas à medida que se aproximava da terra, a estrelinha começou a sentir coisas esquisitas. Durante toda a viagem tinha andado pelo espaço sem esforço, a flutuar tranquilamente. Mas agora que estava mais perto, começava a sentir vento e frio. E quanto mais se aproximava da terra, mais forte ficavam as rajadas que a mandavam de um lado para o outro, com muita violência. A estrelinha pensou: “Tenho de me proteger em algum lado” , enquanto fazia cada vez mais esforço para resistir àquela ventania e ao frio. Lutou com todas as forças que tinha, mas estava tão cansada... Até que se aproximou de uma montanha que estava coberta de neve. Talvez ali encontrasse um sítio para se proteger de toda aquela tempestade. Foi então que uma rajada mais forte a lançou contra a montanha com tanta força que lá veio a estrelinha pela encosta abaixo, aos trambolhões. Rolou, rolou, enquanto tentava fazer tudo para não bater nas árvores e nas rochas da montanha. A neve era muita e caía cada vez com mais intensidade. A estrelinha já mal conseguia ver o que se passava à sua volta. Durante toda aquela confusão, acabou por perder os sentidos e desmaiou.

Quando recuperou, abriu os olhos muito devagarinho. O que teria acontecido? Onde estava? Doía-lhe tanto a cabeça... tudo parecia andar à roda e lembrava-se de coisas soltas. O vento, o frio, a neve... Mas quando focou o olhar, ficou maravilhada. Nunca tinha visto nada assim. Um céu azul, imenso, lindo. A luz clara do sol iluminava tudo à sua volta. Viu flores de cores que nem imaginava que existiam. Um riacho com água límpida a correr entre as margens de uma relva muito verde. E também ouvia sons muito calmos e tranquilos: a água do riacho a correr e o chilrear de passarinhos por toda a parte. Até a montanha, lá ao longe, por onde caiu aos trambolhões, estava agora calma e sossegada, com a neve tão branquinha a brilhar como cristais límpidos. “Que lugar tão mágico”, pensou a estrelinha, ainda dorida da sua aventura. “Afinal a terra é ainda mais bonita do que eu imaginava lá de cima, do céu”.

E foi quando pensou nisto, nos cristais de neve e no céu, que se lembrou que tinha partido para aquela aventura sozinha, enquanto as suas irmãs estrelas dormiam. E agora, ali estava ela, caída num lindo vale cheio de coisas novas para descobrir mas, indefesa, com as suas cinco pontas estilhaçadas e sem se poder mexer. “Como estariam as suas irmãs estrelas lá em cima? Será que deram pela sua falta? Devem estar muito preocupadas!” Então, a estrelinha começou a chorar porque cada vez mais sentia saudades das irmãs e, sem elas, não tinha ninguém que a ajudasse.

E não se enganou: lá no céu, as outras estrelas já tinham acordado e andavam muito aflitas porque não sabiam onde andava a irmã mais nova. Procuraram por toda a parte, perguntaram aos planetas e aos cometas mas ninguém a tinha visto. Nem a lua, que está sempre tão atenta, sabia onde teria ido a pequena estrela. Então as estrelas lembraram-se de ir perguntar às nuvens. Como estão lá em baixo, mais perto da terra, pode ser que tenham visto a estrelinha a passar. O que as preocupava agora era se a estrelinha teria ido sozinha à terra, ela que passava tantas noites seguidas de olhos arregalados e cheios de curiosidade. Desceram todas juntas e pararam junto das nuvens para perguntar se alguma teria visto a estrelinha por ali. Então uma nuvem disse-lhes que naquela noite pareceu-lhe ter visto uma luz brilhante a descer em direção à terra, a grande velocidade. Mas como estava ensonada não sabia dizer com certeza se seria mesmo a estrelinha ou se estaria a sonhar. As estrelas então tiveram a certeza: a sua irmã mais pequena tinha mesmo ido ver a terra sem lhes dizer nada. Ficaram tão preocupadas com o que poderia ter acontecido que partiram juntas naquele mesmo instante, o mais depressa que puderam.

À medida que se aproximavam nem repararam na beleza dos sítios por onde iam passando: os montes e vales, as árvores e as flores, os pássaros e tantos outros animais. Tudo isso era muito bonito mas naquele momento o mais importante era encontrar a sua irmã mais pequena. Até que uma das estrelas viu uma luz a cintilar lá em baixo, junto a um riacho. E viu outra mais além. E mais outra. Chamou as irmãs para a seguirem e dirigiram-se àqueles pontos de luz que lhes eram familiares. Aproximaram-se cada vez mais e viram a estrelinha caída num manto fofo de relva verde. As luzes que cintilavam eram as suas pontas estilhaçadas espalhadas pelo prado, refletindo a luz do sol que lhes batia. Foram ter com a estrelinha que estava muito triste e a chorar porque, sem as suas pontas, não se conseguia mexer. Então, as outras estrelas recolheram as pontas estilhaçadas e juntaram-nas com muito cuidado para não se partirem. Depois colaram as pontas novamente à estrelinha para que ela pudesse voltar a mexer-se.


Quando se acalmou, a estrelinha parou de chorar porque estava muito feliz por rever as irmãs. Abraçou-as com muita força e explicou-lhes o que tinha acontecido. Decidira partir sozinha em descoberta da terra porque tinha muita curiosidade em saber o que lá se passava. E depois explicou a tempestade que atravessou e como foi uma sorte não se ter magoado ainda mais. Então a irmã mais velha disse-lhe: “Da próxima vez, quando quiseres ver a terra ou alguma coisa nova, fala connosco e vamos todas juntas. Assim, podemos proteger-nos umas às outras e ajudar-nos quando acontecer alguma coisa má.” A estrelinha compreendeu e pediu desculpa. “Nunca mais volto a ir sozinha para sítios que não conheço, prometo.” As outras estrelas deram todas as mãos e disseram à estrelinha: “Pronto, já passou. Agora vamos para nossa casa que é lá no céu, a brilhar. Mas antes, queremos que nos mostres o que viste aqui na terra, porque também estamos curiosas.” E assim, antes de voarem de novo para o céu, viram juntas tudo o que a estrelinha tinha descoberto e também ficaram maravilhadas: os animais, as montanhas, as plantas e os rios, os cheiros das flores, a frescura da água, tudo na natureza daquele planeta era equilibrado e transmitia paz e tranquilidade. Até parecia impossível que, de vez em quando, essa natureza ficasse tão perigosa, como aconteceu dessa vez que a estrelinha curiosa veio visitar a terra.

Na noite seguinte, lá na sua casa que é no céu estrelado, junto das suas irmãs, a estrelinha curiosa olhou uma vez mais lá para baixo. E antes de adormecer, disse: “Boa noite, terra. Gostei muito de te conhecer. És mesmo bonita como eu imaginava. Mas, para a próxima não vou sozinha porque às vezes, quando te zangas, podemos correr perigos. Daqui para a frente, sempre que quiser descobrir coisas novas que não conheça, vou com alguém em quem confie e que me proteja. Pelo menos, até ser grande.”

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

gastroenterite - 3 / equipa da casa - 0

De maneiras que é isto... Começou com a Alice, na 6ª feira, ontem atingiu a mãe e hoje o pai!
Hoje a Alice já está praticamente boa, e ainda bem, senão quem tratava do nós?!

Um excelente começo de ano, é o que é! Costuma dizer-se que depois da tempestade vem a bonança, então nós vamos ficar aqui sentadinhos à espera...

Já agora, para quem quiser hidratar os pequeninos depois de períodos de diarreira, aqui fica a receita de um soro caseiro - boa sorte a quem conseguir beber! - que a minha querida nutricionista particular nos receitou:

"Após um episódio de diarreia líquida em grande quantidade, pode oferecer um pouco de soro de reidratação oral caseiro: 3 colheres de chá açúcar + 1 colher de chá de sal num copo (200 ml) de água fervida."

A nossa sorte é que a Alice está sempre a pedir "abé", que é como agora chama à água.

Para saber mais acerca de tudo e mais alguma coisa, pode consultar o site Rede Mãe, para o qual a nossa querida Ritinha-nutricionista-muito-dedicada contribui! ;)

Muita saúdinha é o que eu desejo a todos!

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Life lately

(not "according to my iphone pictures", porque não tenho um!)







Há tanto de bom a recordar nestes últimos dias! Ainda bem que houve alguém que se lembrou de inventar a máquina fotográfica e a de filmar!... É que não há espaço, nestes coitados destes neurónios, para guardar cada um destes momentos fantásticos, destas imagens lindas, e destes dias tão bons! Ficamos à espera da invenção da máquina de fotografia/vídeo com cheiros e sabores, por favor.


terça-feira, 19 de março de 2013

Feliz dia do Pai!

(Photo and design credits by Susana Vasconcellos)

Nunca deixei nem hei-de deixar de desejar um feliz dia, neste dia, ao meu pai. Nem ao meu, nem ao da Alice.

Ao meu porque sei que sempre gostou muito deste dia, tinha um orgulho enorme em festejá-lo com os seus 9 magníficos e a mulher da vida dele. Não precisávamos de gastar dinheiro nenhum em presentes, bastava uma carta ou um postal feito em casa para transformarmos este dia no mais feliz do ano!

Ao pai da Alice, porque farei com que ela perceba o quão importante ele é e o quão bom é um pai saber que um filho se lembra, se importa e ama! Mesmo que o deva fazer todos os dias, neste dia, o pai é ainda mais especial.

Nada de presentes (foi só mesmo este ano por ser o 1º!...), para não transformamos este dia em mais um de consumismo, mas a partir do dia em que a Alice conseguir rabiscar qualquer coisa, vai ser sempre ela a fazer uma surpresa ao pai.

Às estrelinhas que me guiam, aqui e lá em cima, feliz dia Pais e obrigada por serem os melhores do mundo!

É bom que não chova...

... porque o pai lembrou-se de sair de mota. 
(Logo hoje que a Alice lhe tinha deixado um presente no carro!!!... Hmpf!)


Pensamos direitinho em tudo: queremos fazer uma surpresa ao papá, logo pela manhã, para ele ter um dia mais feliz, mas não pode ser de manhã demais! LOL! O Pai reclama que a mãe lhe faz sempre surpresas ou lhe dá novidades bombásticas, ao acordar. Momento esse penoso, para ele, e com o qual não sabe lidar a não ser com muito sono, muita confusão e pouca clareza!

Assim, achámos que ao chegar ao carro já teria os olhitos bem abertos para poder ver bem o que lhe deixamos e desfrutar calmamente da surpresa do dia do Pai!

Mas não... o papá lembrou-se de ir de mota e lá ficou a surpresa sozinha e abandonada até chegar o fim do dia...

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Be our Valentine!


Nunca ligamos muito a este dia. Preferimos namorar todos os dias! Mas este ano somos duas namoradas e tivemos direito a flor! Sabe tããão bem!!!
We ♥ you!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

E já lá vão 4!


4 meses muito, muito intensos! 4 meses cheios de novas emoções e sensações. Cheios de muito amor. Amor que não imaginávamos possível que existisse e que crescesse de dia para dia! 4 meses de muitos sorrisos, nossos, dela, da família, dos amigos, dos conhecidos e dos desconhecidos. Ou não fosse um bebé uma maravilha inexplicável que assambarca o sorriso do mais desconhecido que passa na rua. 4 meses de adaptações de 2 para 3. De "namorados" para pais enamorados. 4 meses de muitas lições. Lições práticas, teóricas, sentimentais, mas todas elas boas! 4 meses em que os centímetros e os gramas não param de aumentar, que bom! 4 meses de tira-a-cadeira-põe-a-cadeira, de dá-de-mamar-põe-a-arrotar-muda-fralda-faz-óó, de lava-babete-passa-babete-usa-babete-suja-babete-lava-babete (é muito vomitona e babona esta minúscula!). 4 meses de descoberta num mundo novo. 4 meses a conhecer uma pessoa que é 24h dependente de nós e por quem nos tornamos irrestivelmente dependentes!
Resultado: os 4 meses para os quais não estávamos completamente preparados, mas para os quais estávamos completamente destinados! "Ah e tal mas ela tem 8 irmãos e 9 sobrinhos, já tinha muita experiência!..." Nada a ver! Nada se compara. Mesmo!
Resultado do resultado: amar a 3 completa-nos!

(outro resultado: dores de costas incríveis! Pudera, já são 6,4 Kg nestes 64 cm de gente!)


Hoje fomos ao pediatra e a gorda engordou, mas não tanto como nos meses anteriores. E como também anda a dormir menos horas à noite, e como 1+1 são 2... Vem aí o suplemento e as papas! Nada de parar com o leitinho bom da mamã, mas na última refeição completar com leite de fórmula. E daqui a 15 dias vem a papa para ajudar à festa! Daqui a 1 mês a mãe começa a trabalhar... Mas isso agora não interessa nada! Só vou deprimir na altura, "nunca sofrer por antecipação" é o meu lema.

sábado, 10 de novembro de 2012

Two different sunny days!






quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Je t'aime plus qu'hier, moins que demain.

3 de Outubro de 2012, cerca das 4:50 da manhã, acordei com uma dor forte ao fundo da barriga. Dor que se repetiu passado meia hora. E depois passados 10 minutos, e depois mais 10m e mais 10m e... Comecei a anotar as horas. Continuava a tentar dormir entre estes pequenos intervalos, o sono era muito! Mas estive nisto até 9h, hora em que acordei o maridão e disse-lhe que era melhor ligar ao médico, porque era muito provável que a Alice fosse nascer hoje! Resposta ensonada: "Então mas como é que eu faço?... Eu tenho coisas combinadas!..." - ahahahahahaha! Mesmo cheia de dores, este sonecas do pai conseguiu fazer-me dar gargalhadas! É que a pergunta e a afirnação foram genuínas!

O médico, depois de eu descrever o que pareciam ser contrações (dores muito fortes, como as do período mas mais fortes, espaçadas entre 10m e a diminuir o tempo, com durações entre os 15 e os 40 segundos em que tem que se deixar de fazer o que se estiver a fazer, respirar fundo e concentradamente, e que depois de passar é um alívio enorme e parece que não se passou nada) disse para eu "fazer um ben u ron" e aconselhou-nos a ir ter com ele à clínica para me examinar.
"Vais levando as malas para o carro?"
"É preciso?!..." - continuava a não estar ciente de que hoje já não ia trabalhar, nem fazer coisa nenhuma a não ser esperar que a Alice viesse ter connosco. LOL!

O CTG não apresentava registo de contrações quase nenhumas, mas eu sentia-as e bem! Já tinha ouvido falar que estas coisas às vezes aconteciam. Como a dilatação era nula, o Dr. Paulo Manarte sugeriu que fossemos caminhar, subir e descer escadas, para ver se a coisa se desenvolvia mais um bocadinho. Depois voltaríamos a encontrar-nos novamente às 13h.

E a nossa manhã foi maravilhosa! Aliás, com o passeio, as contrações até foram passando. Era suposto acontecer o contrário... Ai menina Alice, que partidas nos pregas!

Um passeio descontraído, a 3.

Que graaaaaande!

As notícias do dia em que nasceste, Alice.

A previsão do horóscopo do signo do Papá e da Mamã não podia estar mais certa!

Às 13h o CTG já assinalava as contrações e eram graaaandes! Mas a nível de dor, perfeitamente suportáveis. Dilatação: zero. Agora, o próximo passo era irmos almoçar - eu e a Alice qualquer coisa leve - e depois, por volta das 16h encontrarmo-nos na Ordem da Lapa para nos "instalarmos". Aqui, nesta altura, e depois do médico dizer "Não passa de hoje, Dr. Alexandre", é que o pai da Alice acreditou que era mesmo verdade.


Fomos receber miminhos e almoçar com a Avó Zézé.

Depois de um almocinho light e descontraído, ainda tive tempo de descansar um bocado e depois zarpar para a Lapa! Fizemos o check-in - aquilo é mesmo tipo hotel, muito bom! - subimos para o quarto e arrumamos as malas calmamente, enquanto esperavamos pela queridíssima enfermeira Rosa Vilarinho, a parteira que nos ía assistir neste e nos dias a seguir. Uma pessoa formidável, mais prestável e mais querida não há! Incrivelmente foi a mesma enfermeira que preparou a Susana para o parto do meu afilhado Mateus e de quem eu já tinha ouvido maravilhas - confirmo tudo e acrescento que nunca conheci ninguém assim! É que ainda hoje, se precisar de alguma coisa, posso ligar-lhe seja a que horas for que ela irá atender-me com a mesma simpatia de sempre e aconselhar-me o melhor que puder.

De facto tivemos muita sorte com a equipa do nosso Ginecologista/Obstetra, são todos 5 estrelas! Até a levar a epidural estava descontraidíssima com as brincadeiras e boa disposição da anestesista. Até me deixou ir para o bloco operatório com a unhita pintada de vermelho e tudo! :P

Mas continuando, durante a tarde o filme mantinha-se: algumas contrações, fortes mas pouco sentidas, e zero de dilatação. Nem a oxitocina que me injectaram adiantou. Todo este processo de trabalho de parto (CGT, oxitocina, epidural, etc) passamo-lo confortavelmente no nosso quarto, muito descansados e bem instalados - sempre com a enfermeira Rosa, às vezes a explicar-nos o que se ia passando, outras vezes a conversar sobre outras coisas para nos ir distraindo.
Chegou a uma altura em que médico e enfermeira perceberam e explicaram-nos que a dilatação nunca mais iria ser feita e não havia como evitar a cesariana. Não era bem o parto que eu imaginei estes meses todos, mas tal como nos tinham avisado, nestas coisas não se pode programar muito, porque nunca se sabe como as coisas irão acontecer. Mas sem stresses! Lá vamos nós para o bloco operatório.

Qual não foi a minha surpresa quando, ao chegar ao bloco, ouço "Boa noite!" - olho, e a enfermeira que me estava a ajudar a passar para a mesa de operações era uma querida e antiga amiga - obrigada Selma por todo o apoio neste momento tão especial e mágico! Foi uma coincidência muito feliz termo-nos encontrado assim, passado tanto tempo!

"Se quer tirar fotografias é melhor levantar-se já, porque é agora!" - era informado o pai pela anestesista toda alegre.
A Alice nasceu às 21:10. "Chorou pouco..." Comentou o pai, que esperava ouvir um sonoro berro! Mal a Alice saiu, desceram a cortina que nos separava e o Dr. Paulo Manarte encostou rapidamente a cara da Alice à minha, como se ela me beijasse. - tudo parou, para mim, naquele momento, tipo imagem de filme, congelada... Era mesmo verdade, tinha acabado de ser mãe! Enquanto pensava naquela imagem repetidamente, a Alice tinha sido levada para uma sala ao lado para ser limpa, examinada e vestida.

Disse ao Alexandre para ir ter com ela e me ir dizendo como estava. Voltou com fotos... E passados uns minutos, enquanto eu ainda estava a ser cozida, aparece-me com um pequeno embrulho na mão. Nem acreditava que o Alexandre tinha conseguido pegar naquela miniatura tão cedo! Que delícia de imagem, os meus dos "A"s. O meu amor e a minha amora!
Je t'aime plus qu'hier, moins que demain.


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

DADDYing ♥



segunda-feira, 15 de outubro de 2012

15 de outubro - um dia em cheio.

Hoje o dia começou com o coto do cordão umbilical a cair. "O dia começou"... Ora bem, hoje em dia os dias não começam nem acabam, são infinitos! As refeições (as minhas e as dela) são a toda a hora, as sestas também (e curtinhas), por isso não há início nem fim do dia, estamos sempre em looping!

Sair de casa exige muita logística e muito mais tempo do que antes. Se queremos estar às 12h em casa da avó, é bom que às 9h se mame, às 9:45 se mude a fralda para a seguir se adormecer e deixar os pais arranjarem-se entretanto!

Às 12h lá estamos para mais uma refeição de leite self-service. O almoço dos pais tem de ser rápido para às 13:45 podermos estar no centro de saúde a conhecer as enfermeiras Clara e Joana (aulas de PPP) e a seguir na 1ª consulta da Alice! Em 12 dias de vida a Alice já engordou 400 gr e cresceu 1cm - que orgulho saber que as intermináveis mamadas estão a servir o seu propósito! eheheheh! As vacinas é que eram escusadas, mas lá teve que ser... O truque é dar logo de mamar e... tudo passa! Aliás, o truque, para tudo, é dar de mamar!

Voltámos para casa, mas por pouco tempo. Às 19h tivemos a missa do Vuvu Fausto. Fez hoje 10 anos que foi para o céu tomar conta de nós todos - que somos cada vez mais! A mãe disse à Alice que gostava muito que ela fosse àquela missa para estarem um bocadinho mais perto do avô, então ela fez o favor de se portar muito bem e "assistir" à missa toda, muito sossegadinha (a dormir ferrada!).

Entretanto, em casa, tivemos mais uma vez a visita dos tios "alemães" que cá vieram de propósito conhecer a Alice e já vão embora amanhã... Graças a eles, hoje a Alice andou sempre quentinha e aconchegadinha de um lado para outro, com o saco-cama de pôr na baby-coque - é tão fixe!!!

Daqui a pouco é hora de acordar (outra vez!) para o banhinho!

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Malas prontas!

Já temos as nossas malas prontas há umas 4 semanas, mas há sempre qualquer coisinha que se vai mudando ou acrescentando, mediante novas dicas das enfermeiras das aulas de preparação para o parto.


Saquinhos para a roupa da Alice para "1º Dia", "2º Dia" e "3º Dia" feitos pela Vovó Zezé!
(quem tem uma mãe assim, tem tudo!)


1ª roupinha da Alice oferecida pelas avós e pelo avô!


2ª roupinha da Alice oferecida pela mamã e pelo papá!

Lista do bebé:
· 3 fatos completos, com 3 conjuntos interiores com calça - levo 4
· 3 pares de meias ou carapins - levo 4
· 1 a 2 gorros
· 3 fraldas de pano - levo 4
· 1 a 2 casacos de malha
· uma manta ou xaile - levo 2
· escova de cabelo
· saco para roupa suja
· fraldas descartáveis - levo de prematuro. segundo a experiência da minha mãe são as mais eficazes, porque ficam mais justinhas que as de recém-nascido, mesmo em bebés de tamanho dito normal
· baby coque

Lista da mamã:
· boletim da grávida e exames do 3º trimestre
· 3 ou 4 camisas de noite com abertura à frente - levo 3 camisas e 1 pijama
· 1 robe  - levo um bem fresquinho porque nos hospitais é um calor insuportável, principalmente na obstetrícia, por causa dos bebés!

· chinelos de quarto e chinelos de duche
· toalha de banho - não levo porque na Lapa não é preciso
· objectos pessoais de higiene e conforto - levo para mim e para o papá!
· 2 soutiens de amamentação
· 6 a 8 cuecas altas e largas ou descartáveis - levo 8 descartáveis
· discos absorventes de leite materno
· roupa para saída do hospital
· sacos para roupa suja
· cinta pós parto (opcional)
· pomada 100% lanonila para os mamilos (opcional)
· conchas protectoras de mamilos (opcional) - não levo
· chupeta esterilizada em caixa de plástico (opcional) - não levo


Lista do papá:
· produtos de higiene
· muda de roupa
· pijama
· chinelos
· água + bolachas
· máquina fotográfica
· telemóveis e carregadores
· livro / revistas
· coragem - diz ele
· paciência (muita!) - digo eu



segunda-feira, 2 de julho de 2012

Mais um workshop para futuros papás e mamãs.

Desta vez, o workshop, foi no hospital Privado da Boa Nova, onde nunca tinha entrado. A sessão estava cheia de gente. Foi bem mais interessante que o último, mas as cadeiras super hiper desconfortáveis lá estavam outra vez... Se os pais se queixaram, imaginem as grávidas ali sentadas mais de 2 horas!

Ficámos mais esclarecidos acerca da amamentação e do que é uma boa ou má pega (expressão que o Sôr Alex gostou muito!). Afinal não preciso de lavar os mamilos antes e depois da bebé mamar! Ufa! Aconselharam a que os peitos sejam lavados uma vez por dia, na higiene da manhã e que, depois de cada mamada, isso sim para ajudar a evitar fissuras, se aplique um bocadinho do leite materno a cobrir o mamilo todo e se deixe secar. Pelos vistos, essa película que fica depois de seco, tem efeitos curativos e protetores para as possíveis agressões do mamilo.

Ouvimos também falar acerca dos bons efeitos que a música calma e melódica tem nos bebés, ainda dentro das barrigas. "Se se puserem agora a ouvir rockalhadas, depois não se queixem se os vossos bebés forem elétricos!" - Alice, tenho-te a informar que está aí à porta o concerto dos Cult... eu levo-te tampões para os ouvidos, ok?

O mais interessante veio no fim. E nem mesmo o incómodo das cadeiras desconfortáveis, ou o inchaço dos pés, pernas e mãos (que agora teimam em aparecer todos os dias!!!) me demoveram de ouvir o Dr. Octávio Cunha, "médico de crianças" como ele se auto-intitula, com toda a atenção e prazer. Uma voz meiga, um humor incrível, um carinho pelas crianças espelhado nos olhos e no discurso fluente e interessante que tinha. Já estava a vê-lo a falar com a nossa Alice!... Mais tarde fiquei a saber que foi colega de liceu do meu cunhado Jiji e pediatra de alguns dos meus primos e filhos de amigos.

- Deitar os bebés de barriga para cima para evitar morte súbita? "Não se conhecem ainda as causas da morte súbita... E ainda por cima, deitar os bebés sempre para cima, faz com que fiquem com mal-formações cranianas, cabeça achatada que depois terão que ser corrigidas. Antigamente deitava-se os bebés de barriga para baixo, eles sentiam-se mais seguros no contacto com o colchão. Se me perguntarem a mim, de barriga para cima, com um suporte que incline ligeiramente o bebé, uma vez para um lado, outra vez para o outro, é o ideal."

- Acordar ou não os recém-nascidos à noite para mamarem? "Nos primeiros 15 dias de vida é fundamental investir no hábito da amamentação pelo peito da mãe, por uma questão de aprendizagem dos dois e pela subida do leite (Se se puder evitar o uso do biberão, melhor! Eles têm menos trabalho a mamar pelo biberão, porque goteja automaticamente sem terem que sugar e depois não querem outra coisa!). Depois desses 15 dias os bebés passam a ter deveres, e um deles é o de dormir a noite toda: 6 horas. Façam tudo para que assim seja!"

- Existem 3 tipos de pais: os "permissivos", os "autoritários" e os "com autoridade". Os primeiros representam 70% dos pais e vão ter filhos irrequietos, os chamados hiperactivos ou com défice de atenção (muitos não têm nada disto, é só mesmo uma questão de educação!), e com poucas regras. Os segundos vão criar filhos com medos, inibidos, sem auto-estima e com pouca ambição. Representam 5% dos pais. Os pais "com autoridade" são 25% e a palavra de ordem é não quando tem que ser dado um não. E não é preciso justificar. É não porque eu digo! Os bebés têm que saber que têm limites e que têm que obedecer. Mais tarde, com mais idade, sim, vai ser necesaário explicar-lhes porque motivo é não. Mas em bebés não. É o dever deles obedecerem aos pais e estes terem autoridade sem serem autoritários. Isso advém de uma postura em que não se pode ser muito benevolente nem muito severo. Ter pulso firme numas alturas e dar mimo noutras. Nunca ceder por causa das birras é fundamental!"

Estes foram 3 dos assuntos que mais me interessaram, mas houve muitos outros, mais curtos, com muito interesse também. Neste workshop acho que já senti aquilo que muitos me têm dito que vai acontecer: instinto. Muitas das resoluções que vou tomar com o Alexandre em relação à Alice vão ser instintivas, tenho a certeza. Por mais workshops a que vá, por mais livros que leia, por mais conselhos que ouça do pediatra, a última palavra e decisão final vão ser sempre nossas, e os instintos maternal e parental, aliados a tudo o que temos vindo a assimilar, vão ser com certeza o nosso modus operandi.


No fim, ouvi ao ouvido: "Não estás com medo?..." - eheheheheeh! Pois, quanto mais vamos sabendo, mais complicado nos parece, né papá?... Mas como já me disse uma amiga muito querida: "É mais fácil do que o dizem!" E eu vou acreditar que é mesmo assim e nunca, mas nunca, sofrerei antes do tempo.


Para além do paleio todo, ainda viemos embora com mais gifts, of course! E, ao todo, só de workshops já temos:
- 2 biberões nuk (por acaso vi na farmácia que custam 9€, nada mau para oferta!);
- 3 chupetas nuk (azuis... desculpa lá Alicinha!);
- várias amostras de cremes de 3 marcas diferentes (ouvi dizer que é melhor, no início, não comprarmos nenhum creme e irmos experimentando as amostras, porque cada bebé tem o seu tipo de pele e de sensibilidades e alergias diferentes);
- 3 amostras de papas lácteas;
- 8 embalagens de papas de frutas (estas acho que a Alice vai ter que experimentar através de mim, senão passa o prazo de validade... isto para não referir que sou doida por estas papas! :P);
- amostra de líquido para lavar biberões (e fairy, não?...);
- e montanhas de folhetos a falar de tetinas, bombas de extrair leite, cremes, etc, etc

Pode dizer-se que estamos a ficar verdadeiros papa-workshops!

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Grilo João


Grilo João, grilo João, estás a dormir, estás a dormir...

Parecia, mas não! Acordou e agora não pára de "grilar"!

O maridão andava ha algum tempo a querer comprar um grilo, vá-se lá saber porquê (adiante, como diz o outro!), e importate, importante era tê-lo antes da noite de S. João. Queria levá-lo para casa dos vizinhos, escondê-lo lá por casa, e fazê-los andar malucos a cismar com grilar e de onde este viria.
Nada feito... percorremos todas as barraquinhas onde se vendiam martelinhos, alho porro e manejericos e nada.

Era já manhã de S. João quando acordo com: "Teresinha, vou à feira dos pássaros, na baixa, ver se há grilos"! Oh meu Deus! A noite passada não lhe fez nada bem!

O que é certo é que o João se chama joão, porque veio para nossa casa no dia de S. João. Mas caladinho que nem um rato! Tanto que o dono pensou em ir devolvê-lo à procedência por defeito! ahahahahaha

Não sei se porque estaria nervoso com o jogo, ou por andar a gozar quem o queria devolver, o João começou a grilar precisamente ontem á hora do jogo Portugal / Espanha. Só lá estava eu para o ouvir, entretida com o silêncio que só uma noite do Europeu me dá, a ver as minhas séries e... Oh! O João afinal "grila"! tive que filmar, não fosse ele fazer birra quando o dono chegasse a casa e entrasse novamente em greve de "grilanço".

Qual greve qual quê! O moço devia era estar a habituar-se à nova casa... É que agora não há quem o cale! Mas é muito porreiro ouvi-lo! Longe do meu quarto, mas é porreiro! ;)

O papá quer que o grilo dure até a Alice o ver! Por isso tem-lhe dado alface, cenoura e maçã, como o aconselharam.

terça-feira, 26 de junho de 2012

25 semanas na véspera de S. João

De dia.


De noite.



O S. João foi passado em família na casa dos nossos vizinhos. Prova superada para o mini pátio que não foi abaixo com o peso do maranhal! (Estávamos só o dobro dos que aparecem na 1ª foto!)

De 4 sobremesas, 3 eram de leite condensado. Hmmmm... Alicinha, vai-te preparando e vê se vens com resistência à glicose!*

Depois de muito boa comida (haja família de "bons garfos"!) e bebida, fomos à praia lançar balões. "Oh patego, olhó balão!". Três dos nossos juntaram-se às dezenas que se viam no céu. Nem mesmo a grande ventania os demoveu.

Quando seria altura do bailarico já a Alice e as primas queriam ir dormir... Mas para o ano eu quero bailarico! Ai quero, quero!

Para o ano, o papá, também quer voltar a lançar balões para a Alice ver - disse-me ao ouvido. Prometido!

Nós as duas cá andamos sempre juntinhas e a crescer cada vez mais - é que já nem tenho a noção do espaço que ocupo! Estacionar ao lado de uma árvore e achar que 50cm de distância chegam para conseguir sair... Era bom, era! E o calor, que tanto desejei, está a ser um bocadinho demais... Pelo menos para trabalhar, pois nem  a ventoínha que trouxe de casa nos safa! Ontem, pela 1ª vez, ao chegar a casa ao final do dia,  dei graças a Deus por viver numa rua cheínha de árvores altas que tapam a luz (esta parte não gosto) e que também protegem muito bem do calor!!! Resultado: sala fresquinha, fresquinha!


Pergunta: calorzinho bom, porque não vens só quando é fim de semana ou férias?...


beijinhos nossos!

*Quando éramos bebés, o nosso pediatra dizia à mamã para nos reforçar as refeições à base do leite materno, com uma colher de café de leite condensado! Era ver-nos de 3, 4 meses a lambermos os beiços deliciados! O resultado é: 9 irmãos viciadíssimos nesta bomba calórica!

domingo, 17 de junho de 2012

Ontem acordámos 4 na cama!


Ontem foi dia de babysitting, que eu tanto gosto e de que já tinha taaaantas saudades! Acordámos 4 na cama e todos contentes! - O Mateusinho estranhou o sofá-cama a meio da noite... :P.  A Alice até lhe deu um pontapé na mão e tudo! (Quando o papá a quis sentir, ela fez-se de dificil, e o Mateus achou-lhe piada).


Foi também dia da Alice fazer 24 semanas na mamã! E por isso o papá comprou-lhe um CD (no qual já andava de olho há muito tempo), e o primo fartou-se de ler as letras e cantar para ela. A Maria de Vasconcelos já faz parte da nossa história há muito tempo!


Depois fomos andar de bicicleta à beira-mar. Fomos... quem me dera! O mano/vizinho fez-me companhia a pé, enquanto os outros 2 pirralhos se divertiram a fugir um do outro e a ver quem fazia melhores derrapagens.



sábado, 9 de junho de 2012

Mini Férias no Minho


Hoje em dia, qualquer fim de semana sabe a pouco. Mas um de 4 dias já são mini férias!

Viemos mostrar Moledo à Alice. Desde os meus 10 anos que para cá venho passar férias e adoro!!!
Podem queixar-se das nortadas, da água fria, do tempo incerto, mas nada é mais forte do que o carinho especial que tenho por esta terra. As aventuras e desventuras que aqui vivi, os amigos que fiz, todos os anos lectivos em countdown para a chegada do mês de Julho... Aiii... Que saudades! Passávamos 1 mês interinho em Moledo! E era o de Julho, muito melhor que o de Agosto em que já era muita confusão,  muitos "tios" e muitas "tias. Julho era o mês mais perfeito do ano!
Hoje ainda se mantêm as nortadas, a água gelada e o tempo incerto. Pena tenho em que não se mantenham também as reuniões com todos os amigos... Alguns aparecem muito de vez em quando, tão ou mais saudosistas do que eu, e outros são mesmo de cá, apesar de a vida profissional os ter levado para outras cidades. Outros, infelizmente, nunca mais apareceram.
Mas a boa vibe mantém-se! As boas memórias recordam-se em cada rua, em cada esquina, em cada bar. Muita coisa mudou, até mesmo o mês de Julho, porque já não sou estudante e já não o posso passar todo cá. Mas agora vimos sempre que nos apetece. Aos fins de semana, feriados, férias, sempre com a incerteza de que se vá usar mais o biquini ou guarda-chuva. Mas seja como for, além de Moledo há o resto do Minho, lindo e incansável!

Ontem aproveitamos o solinho na esplanada do costume, fomos até ao paredão ver o mar revolto, levamos a Mafaldinha ao Parque, demos um passeio pelas casas junto ao pinhal, fomos até Caminha, ao forte de Valença e depois acabamos com um belo repasto de tapas em Tui. Monotonia ZERO!



Hoje o sol escondeu-se e as nuvens teimam em ficar. Mas isso já sabíamos e não importa nada.

Hoje a nossa Lili (nome dado pelo tio Jiji) faz 23 semanas na mamã. Cada vez a sentimos mais. Eu por dentro, o pai e os tios por fora. Recebe sempre um beijinho e um xi da tia Mónica. Pelo que tenho lido, cada vez começa a ouvir melhor os sons aqui do exterior - temos que começar a escolher a dedo as músicas que a pomos a ouvir! Parece que também, e apesar de não ter os olhos abertos, já começa a sentir as diferenças de luminosidade. A verdade é que a sinto cada vez mais em diferentes alturas do dia e a sensação continua a ser incrível. Cada vez mais!

Ontem soube que os meus queridos amigos Miguelito e Sofia também vão ser papás! Vão ter um menino ou menina Jesus lá para o Natal e eu estou super feliz por eles! Parabéns aos 4 (a Aurorinha também deve estar em pulgas com o mano novo!) e uma santa gravidez para a mamã! ;)

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Message in a T-shirt.


To Daddy, with love,

Alice.

domingo, 27 de maio de 2012

Há 5 anos juntos. Há 21 semanas acompanhados.


 Je t'aime plus qu'hier, moins que demain.

terça-feira, 22 de maio de 2012

A Alice já dá sinais!!

É uma emoção sentir a minha filha! Cada vez é mais real!

Primeiro vê-la nas ecografias, mesmo sendo dificil interpretá-las, mas já se vai imaginando. Ver e ouvir o coraçãozinho a bater. Depois, mais tarde, vê-la nas ecos a mexer-se imenso! A pôr a mão na cara, a abrir a boca... Que delícia! Agora que temos a certeza que está tudo bem, que vamos ter uma menina, ela começa a comunicar, como quem diz: "Que julgavam?! Eu estou mesmo aqui! Sou real e a partir de agora nunca mais se vão ver livres de mim! Hmpf!..."

Há dois dias que a Alice anda a tentar comunicar com a mamã. São sinais de código Aliciano, muito próprios e, para já, muito suaves. Li numa revista que, por esta altura das 20 semanas, se comesse qualquer coisa, me deitasse muito direitinha e quieta, era capaz de sentir movimentos dentro da barriga. E senti mesmo! 3 batidas! Arritmadas, muito leves, mas que me encheram o coração! Tanto que depois demorei umas 2 horas para adormecer, ansiando sentir mais qualquer coisinha...

Ontem à noite decidi fazer o mesmo, mas nada... Adormeci à espera (não demorou muito porque estava estafada e, se calhar, a Alice também). Hoje de manhã, mal acordei, a 1ª coisa que senti foi mais uma pancadinha da Alice! Mesmo à "Isto não é quando tu queres!" :D

Hoje durante o dia, também já a senti uma ou duas vezes, mas tudo muito subtil. Dizem (já li em vários sítios) que a sensação é de borboletas na barriga, como se asas em movimento nos tocassem. Comigo não. Foram mesmo pancaditas. Foi humano, nada irreal ou transcendental, foi a Alice mesmo! Mas pode falar-se na mesma de "borboletas na barriga" porque a verdade é que voltei a apaixonar-me! (Daqui a uns tempinhos também vais poder senti-la, papá!)

Agora sim, já vemos coisinhas para a Alice com olhos de ver. Ontem fomos comprar os presentes de aniversário do primo Mateus e derretemo-nos na Imaginarium com os brinquedinhos de menina! Mini-produtos de mercearia, nutella, actimel, limões, cestinhos... Um mundo! "Ainda bem que vamos ter uma menina", saiu-me em comentários com o Alexandre! :P
Na zara, mini-vestidos às bolinhas, mini-sandálias cor de salmão... - e olhávamos os dois para as mesmas peças!

Hoje, a minha companheira grávida, envia-me um link com alcofas e lençóis de bebé que são uma ternura! Aqui está a prova de que menina não tem que (nem acho grande piada) usar tudo cor de rosinha ;)







Acho que chegou a altura de me pôr a procurar tecidos assim, lindos como estes, e preparar a chegada da nossa bebé!