Mas janeiro não foi nada meigo com a Alicita... Foi para esquecer!
Ainda no último post me queixava de uma gastroentrite que nos tocou a todos?... Ok, eu prometo que não me queixo mais... E que venham mil gastroentrites para mim, só para mim, por favor!...
Este início de ano foi mesmo difícil! A minha baby girl não só passou pela primeira gastroentrite da vida dela como, dois dias a seguir, eis que surgem mais 4 maleitas juntas: conjuntivite, otite, bronquite e,
last but not the least, pneumonia!
Não foi logo que descobrimos, porque só ao 3º dia de febres é que se costuma ligar ao médico, certo?... Nunca pensei ouvir tal diagnóstico, aliás porque, para variar, a disposição da Alice estava ótima! Só mesmo no dia em que decidimos ir à CUF é que estava mesmo caidita, coitadinha!...
Nas urgências foi tão pacífico - 1º vez também! Ela andava lá como se nada fosse, (bendito brufen!) a meter-se com os meninos que estavam enroladinhos nos colos dos pais. Por isso é que nunca me passou pela cabeça ouvir "A Alice tem uma pneumonia" passadas duas horas de lá estarmos... 10 dias de antibiótico também foi novidade - antigamente eram as injecções dolorosas de penicilina! Que o digam as minha nádegas, aos 12 anos, quando sofreram todos os dias, ora uma, ora outra, durante uma semana!
1ª vez na CUF - parece doente?!
Por isso aqui estamos nós de "quarentena", há quase duas semanas. Antes dos 10 dias de antibiótico não convém sair de casa, a não ser que seja para outra casa e, obviamente, nada de "infetário" - nome utilizado pela pediatra que atendeu nas urgência, ao referir-se ao infantário, claro... Diz tudo!
Só na próxima 2ª feira (espero eu!!!), voltamos à vida normal. À Alice não estará a custar muito, porque parece que não é nada com ela - para variar! Tem estado em casa de ambas as avós, por isso está nas 7 quintas dela! Numa tem as nozes que arrasta pela casa fora a pedir a alguém que as parta, e já não tem os Pais Natal que tanto queria, por isso passa a vida com as mãos viradas para cima a perguntar, muito indignada, "Pai Tál?!...". Na outra avó tem os primos que adora ver brincar de um lado para o outro, e o jogo das escondidas por trás do balcão da cozinha, que a faz saltar de susto - ainda me fica gaga, a miúda!
Ah, e aprendeu a "desenhar".
Quanto a mim, já estou a ressacar (palavra muito feia, mas a mais indicada para o caso) por mudas de fralda sem o coração taquicárdico na altura de meter o termómetro e até ver o visor indicar uma qualquer temperatura abaixo de 38º; por dias sem a preocupação de me esquecer dos horários para antibiótico e nebulizações; passeios ao ar livre; por um dia por minha conta; por um programa a dois; por me organizar e começar finalmente o início do ano a trabalhar, muito! A inventar, claro, mas é a trabalhar na mesma. Está mesmo a fazer-me falta um desafio, mesmo!
Às vezes ponho-me a pensar como teria sido se estivesse empregada, onde deixava a Alice durante o dia?... Não podia faltar 2 semanas para estar com ela... Bem que ficava logo desempregada! Há males que vêm por bem, e sei que o melhor, nestes dias tão chatos, foi ter a minha Sarrabisca comigo. Se bem que o mimo começa a imperar. Agora até já chora, sentida, quando ouve um prolongado "
Aaaaaaah!... Não mexe!". E aprendeu uma nova palavra: "
tó" - para colo, a toda a hora!
Também eu, agora, a antibiótico por causa de uma maldita infeção brônquica, tudo o que mais peço é: NORMALIDADE, please!!