Shortly at home!
terça-feira, 14 de outubro de 2014
domingo, 12 de outubro de 2014
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
segunda-feira, 28 de julho de 2014
Caderneta de cromos
Estamos a iniciar uma caderneta de cromos com as fotos "tipo passe" da Alice. O primeiro par com 9 meses, e o 2º com 21 meses.
Quero manter a tradição de as tirar sempre eu, em casa, para que nos saiam pérolas como estas, em que as expressões são genuínas, descontraídas e cheias de "eu sou assim!". Nunca gostei de ir a fotógrafos, ser penteadinha e posar, de queixo ligeiramente inclinado, nem muito séria, nem muito sorridente, envergonhada e com receio de que as fotos que me acompanhariam durante esse ano saíssem dignas de uma verdadeira caderneta de cromos!
domingo, 20 de julho de 2014
segunda-feira, 30 de junho de 2014
Amor é:
oferecerem-se para trocar de carro connosco para, quando no-lo entregam, não só estar a brilhar por dentro e por fora, como vem com jantes novas! Uuuuh!
Thank you so much, babe! <3
Thank you so much, babe! <3
terça-feira, 6 de maio de 2014
Hoje os meus dias são assim:
Quando você se foi
Chorei, chorei, chorei
Agora que voltou
Sorri, sorri, sou rei
É duro habituar-me 1 ano e meio a esta Sarrabisca e, de um dia para o outro, passar a estar com ela umas 2h ou 3h por dia! As manhãs e as noites são o melhor do meu dia. Quando a largo o coração aperta, mirra e fica pequenino. Quando nos encontramos, ao fim do dia, não temos braços suficientes para tantos xis!
Mas também é duro estar desempregada. Por não o estar mais, dou graças a Deus e a um amigo especial. Um novo desafio, um trabalho que me consome cada segundo do dia. Falta-me a Alice mas ganhei estima! Sou capaz, estou à altura, gosto muito e, ao fim de todos os dias, tenho a minha recompensa.
Não há tempo para nada, e quando há, sabe a pouco e é todo para eles os 2. Os fins de semana ganharam outro saborzinho especial e são vividos como se não houvesse amanhã. A semana é cheia, exigente e estimulante! Precisava de mais horas no dia e de menos sono. Não sendo possível, vou aproveitar a vida e tudo de bom que ela me dá. Obrigada!
Ao blog, as minhas mais sinceras desculpas, mas tal como a mim me aconteceu: melhores dias virão! ;)
(esta é uma daquelas que ouço em looping, sem cansar, milhares de vezes e que gosto cada vez mais!)
sexta-feira, 2 de maio de 2014
Novidades no vocabulário Alicês
E palra e palra e palra! Já diz mais de 20 palavras? Ahahahahaha! Só me deu vontade de rir quando o pediatra fez esta pergunta aos 18 meses. É gaja, está tudo dito!
Está cada vez mais patusca, mais interessante, mais meiguinha, mais birrenta, mais ágil (tanto que até assusta!), mais bruta, mais fiteira, mais esperta, menos comilona, mais envergonhada, e mais dona de si (comer sozinha nem se discute - é lei!)
E o dicionário conta com infindáveis novidades:
Acisse / Axixa - Alice
Xau
Sim
Olá Mãe
Olá Pai
Táuto - Fausto
Menina
Manua - menino
Patua - pantufa
Pato - pato / sapato
Poto - porco
Patia - Patricia
Nuno
Ainha - Clarinha
Mania - Maria
Vôvo - Ovo / Queijo (vá-se lá entender a miúda!)
É mina - é minha / é meu
Ó Pai!
Ó Mãe!
Meia
Cocó - caracol
Totó - totó / cocó
Xixi
Xi
Ui - Rui
Pépé Axixa - chupeta da Alice
Ana
Gigi - tia Gi
Lélé - tia Lé
Bobar - tio Robert / robe
Lulu - tia Luz
Pai Xane - Pai Alexandre
Ó Xane! - Oh Alexandre!
Mãe Za - Mãe Teresa
Babi óó - O David está a fazer óó
Alala - Mafalda
Nina
Sano - Sandro
Oão - João
A tina - ainda andamos a ver se descobrimos o que quer dizer, mas é repetido várias vezes ao dia em situações completamente diferentes, a apontar, às vezes irritada por não percebermos...
(work in progress - à medida que me vou lembrando!)
Está cada vez mais patusca, mais interessante, mais meiguinha, mais birrenta, mais ágil (tanto que até assusta!), mais bruta, mais fiteira, mais esperta, menos comilona, mais envergonhada, e mais dona de si (comer sozinha nem se discute - é lei!)
E o dicionário conta com infindáveis novidades:
Acisse / Axixa - Alice
Xau
Sim
Olá Mãe
Olá Pai
Táuto - Fausto
Menina
Manua - menino
Patua - pantufa
Pato - pato / sapato
Poto - porco
Patia - Patricia
Nuno
Ainha - Clarinha
Mania - Maria
Vôvo - Ovo / Queijo (vá-se lá entender a miúda!)
É mina - é minha / é meu
Ó Pai!
Ó Mãe!
Meia
Cocó - caracol
Totó - totó / cocó
Xixi
Xi
Ui - Rui
Pépé Axixa - chupeta da Alice
Ana
Gigi - tia Gi
Lélé - tia Lé
Bobar - tio Robert / robe
Lulu - tia Luz
Pai Xane - Pai Alexandre
Ó Xane! - Oh Alexandre!
Mãe Za - Mãe Teresa
Babi óó - O David está a fazer óó
Alala - Mafalda
Nina
Sano - Sandro
Oão - João
A tina - ainda andamos a ver se descobrimos o que quer dizer, mas é repetido várias vezes ao dia em situações completamente diferentes, a apontar, às vezes irritada por não percebermos...
(work in progress - à medida que me vou lembrando!)
sexta-feira, 21 de março de 2014
Dia do Pai
Os pais da minha vida são os melhores do mundo! Um deles é já uma estrelinha, que olha por nós todos os dias e todas as noites.
Há ainda uma outra, bem alto lá no céu, que é bastante curiosa e que se meteu em sarilhos. Quem nos conta é o papá da Alice que lhe ofereceu esta linda história. Ela era uma memória distante e já quase apagada, do tempo em que a mãe - avó da Alice - inventava cenários e personagens para o por a dormir - ao pai da Alice.
Hoje esta história é da Alice e para a Alice. Mas sintam-se livres de levar a estrelinha até à cama dos vossos pequeninos!
"A Estrelinha curiosa"
Era uma vez uma estrelinha que vivia lá no céu, juntamente com as suas irmãs. Todas as noites, enquanto as outras dormiam, a estrelinha ficava acordada a olhar lá para baixo, para a terra. Era capaz de ficar horas e horas a fio a olhar, fascinada por aquela bola azul e verde. Como seriam as coisas lá em baixo? Parecia-lhe tudo tão bonito visto dali! A cada noite que passava, a curiosidade aumentava e lá ficava a estrelinha a olhar, no silêncio da noite, enquanto as suas irmãs brilhavam e dormiam tranquilamente.
Até que uma noite, a estrelinha decidiu: “Hoje vou conhecer a terra. Tenho de saber o que se passa lá.” Então olhou em redor, assegurou-se que as outras estrelas estavam mesmo a dormir e lá partiu ela em direção à terra, a toda a velocidade. Voou, voou, voou até chegar cada vez mais perto. E quanto mais perto chegava, mais bonito tudo lhe parecia. Agora já conseguia perceber que aquele azul imenso era dos enormes oceanos e mares e o verde que via lá de cima, era das montanhas e vales que agora estavam cada vez mais nítidos. Mas à medida que se aproximava da terra, a estrelinha começou a sentir coisas esquisitas. Durante toda a viagem tinha andado pelo espaço sem esforço, a flutuar tranquilamente. Mas agora que estava mais perto, começava a sentir vento e frio. E quanto mais se aproximava da terra, mais forte ficavam as rajadas que a mandavam de um lado para o outro, com muita violência. A estrelinha pensou: “Tenho de me proteger em algum lado” , enquanto fazia cada vez mais esforço para resistir àquela ventania e ao frio. Lutou com todas as forças que tinha, mas estava tão cansada... Até que se aproximou de uma montanha que estava coberta de neve. Talvez ali encontrasse um sítio para se proteger de toda aquela tempestade. Foi então que uma rajada mais forte a lançou contra a montanha com tanta força que lá veio a estrelinha pela encosta abaixo, aos trambolhões. Rolou, rolou, enquanto tentava fazer tudo para não bater nas árvores e nas rochas da montanha. A neve era muita e caía cada vez com mais intensidade. A estrelinha já mal conseguia ver o que se passava à sua volta. Durante toda aquela confusão, acabou por perder os sentidos e desmaiou.
Quando recuperou, abriu os olhos muito devagarinho. O que teria acontecido? Onde estava? Doía-lhe tanto a cabeça... tudo parecia andar à roda e lembrava-se de coisas soltas. O vento, o frio, a neve... Mas quando focou o olhar, ficou maravilhada. Nunca tinha visto nada assim. Um céu azul, imenso, lindo. A luz clara do sol iluminava tudo à sua volta. Viu flores de cores que nem imaginava que existiam. Um riacho com água límpida a correr entre as margens de uma relva muito verde. E também ouvia sons muito calmos e tranquilos: a água do riacho a correr e o chilrear de passarinhos por toda a parte. Até a montanha, lá ao longe, por onde caiu aos trambolhões, estava agora calma e sossegada, com a neve tão branquinha a brilhar como cristais límpidos. “Que lugar tão mágico”, pensou a estrelinha, ainda dorida da sua aventura. “Afinal a terra é ainda mais bonita do que eu imaginava lá de cima, do céu”.
E foi quando pensou nisto, nos cristais de neve e no céu, que se lembrou que tinha partido para aquela aventura sozinha, enquanto as suas irmãs estrelas dormiam. E agora, ali estava ela, caída num lindo vale cheio de coisas novas para descobrir mas, indefesa, com as suas cinco pontas estilhaçadas e sem se poder mexer. “Como estariam as suas irmãs estrelas lá em cima? Será que deram pela sua falta? Devem estar muito preocupadas!” Então, a estrelinha começou a chorar porque cada vez mais sentia saudades das irmãs e, sem elas, não tinha ninguém que a ajudasse.
E não se enganou: lá no céu, as outras estrelas já tinham acordado e andavam muito aflitas porque não sabiam onde andava a irmã mais nova. Procuraram por toda a parte, perguntaram aos planetas e aos cometas mas ninguém a tinha visto. Nem a lua, que está sempre tão atenta, sabia onde teria ido a pequena estrela. Então as estrelas lembraram-se de ir perguntar às nuvens. Como estão lá em baixo, mais perto da terra, pode ser que tenham visto a estrelinha a passar. O que as preocupava agora era se a estrelinha teria ido sozinha à terra, ela que passava tantas noites seguidas de olhos arregalados e cheios de curiosidade. Desceram todas juntas e pararam junto das nuvens para perguntar se alguma teria visto a estrelinha por ali. Então uma nuvem disse-lhes que naquela noite pareceu-lhe ter visto uma luz brilhante a descer em direção à terra, a grande velocidade. Mas como estava ensonada não sabia dizer com certeza se seria mesmo a estrelinha ou se estaria a sonhar. As estrelas então tiveram a certeza: a sua irmã mais pequena tinha mesmo ido ver a terra sem lhes dizer nada. Ficaram tão preocupadas com o que poderia ter acontecido que partiram juntas naquele mesmo instante, o mais depressa que puderam.
À medida que se aproximavam nem repararam na beleza dos sítios por onde iam passando: os montes e vales, as árvores e as flores, os pássaros e tantos outros animais. Tudo isso era muito bonito mas naquele momento o mais importante era encontrar a sua irmã mais pequena. Até que uma das estrelas viu uma luz a cintilar lá em baixo, junto a um riacho. E viu outra mais além. E mais outra. Chamou as irmãs para a seguirem e dirigiram-se àqueles pontos de luz que lhes eram familiares. Aproximaram-se cada vez mais e viram a estrelinha caída num manto fofo de relva verde. As luzes que cintilavam eram as suas pontas estilhaçadas espalhadas pelo prado, refletindo a luz do sol que lhes batia. Foram ter com a estrelinha que estava muito triste e a chorar porque, sem as suas pontas, não se conseguia mexer. Então, as outras estrelas recolheram as pontas estilhaçadas e juntaram-nas com muito cuidado para não se partirem. Depois colaram as pontas novamente à estrelinha para que ela pudesse voltar a mexer-se.
Quando se acalmou, a estrelinha parou de chorar porque estava muito feliz por rever as irmãs. Abraçou-as com muita força e explicou-lhes o que tinha acontecido. Decidira partir sozinha em descoberta da terra porque tinha muita curiosidade em saber o que lá se passava. E depois explicou a tempestade que atravessou e como foi uma sorte não se ter magoado ainda mais. Então a irmã mais velha disse-lhe: “Da próxima vez, quando quiseres ver a terra ou alguma coisa nova, fala connosco e vamos todas juntas. Assim, podemos proteger-nos umas às outras e ajudar-nos quando acontecer alguma coisa má.” A estrelinha compreendeu e pediu desculpa. “Nunca mais volto a ir sozinha para sítios que não conheço, prometo.” As outras estrelas deram todas as mãos e disseram à estrelinha: “Pronto, já passou. Agora vamos para nossa casa que é lá no céu, a brilhar. Mas antes, queremos que nos mostres o que viste aqui na terra, porque também estamos curiosas.” E assim, antes de voarem de novo para o céu, viram juntas tudo o que a estrelinha tinha descoberto e também ficaram maravilhadas: os animais, as montanhas, as plantas e os rios, os cheiros das flores, a frescura da água, tudo na natureza daquele planeta era equilibrado e transmitia paz e tranquilidade. Até parecia impossível que, de vez em quando, essa natureza ficasse tão perigosa, como aconteceu dessa vez que a estrelinha curiosa veio visitar a terra.
Na noite seguinte, lá na sua casa que é no céu estrelado, junto das suas irmãs, a estrelinha curiosa olhou uma vez mais lá para baixo. E antes de adormecer, disse: “Boa noite, terra. Gostei muito de te conhecer. És mesmo bonita como eu imaginava. Mas, para a próxima não vou sozinha porque às vezes, quando te zangas, podemos correr perigos. Daqui para a frente, sempre que quiser descobrir coisas novas que não conheça, vou com alguém em quem confie e que me proteja. Pelo menos, até ser grande.”
Há ainda uma outra, bem alto lá no céu, que é bastante curiosa e que se meteu em sarilhos. Quem nos conta é o papá da Alice que lhe ofereceu esta linda história. Ela era uma memória distante e já quase apagada, do tempo em que a mãe - avó da Alice - inventava cenários e personagens para o por a dormir - ao pai da Alice.
Hoje esta história é da Alice e para a Alice. Mas sintam-se livres de levar a estrelinha até à cama dos vossos pequeninos!
"A Estrelinha curiosa"
Era uma vez uma estrelinha que vivia lá no céu, juntamente com as suas irmãs. Todas as noites, enquanto as outras dormiam, a estrelinha ficava acordada a olhar lá para baixo, para a terra. Era capaz de ficar horas e horas a fio a olhar, fascinada por aquela bola azul e verde. Como seriam as coisas lá em baixo? Parecia-lhe tudo tão bonito visto dali! A cada noite que passava, a curiosidade aumentava e lá ficava a estrelinha a olhar, no silêncio da noite, enquanto as suas irmãs brilhavam e dormiam tranquilamente.
Até que uma noite, a estrelinha decidiu: “Hoje vou conhecer a terra. Tenho de saber o que se passa lá.” Então olhou em redor, assegurou-se que as outras estrelas estavam mesmo a dormir e lá partiu ela em direção à terra, a toda a velocidade. Voou, voou, voou até chegar cada vez mais perto. E quanto mais perto chegava, mais bonito tudo lhe parecia. Agora já conseguia perceber que aquele azul imenso era dos enormes oceanos e mares e o verde que via lá de cima, era das montanhas e vales que agora estavam cada vez mais nítidos. Mas à medida que se aproximava da terra, a estrelinha começou a sentir coisas esquisitas. Durante toda a viagem tinha andado pelo espaço sem esforço, a flutuar tranquilamente. Mas agora que estava mais perto, começava a sentir vento e frio. E quanto mais se aproximava da terra, mais forte ficavam as rajadas que a mandavam de um lado para o outro, com muita violência. A estrelinha pensou: “Tenho de me proteger em algum lado” , enquanto fazia cada vez mais esforço para resistir àquela ventania e ao frio. Lutou com todas as forças que tinha, mas estava tão cansada... Até que se aproximou de uma montanha que estava coberta de neve. Talvez ali encontrasse um sítio para se proteger de toda aquela tempestade. Foi então que uma rajada mais forte a lançou contra a montanha com tanta força que lá veio a estrelinha pela encosta abaixo, aos trambolhões. Rolou, rolou, enquanto tentava fazer tudo para não bater nas árvores e nas rochas da montanha. A neve era muita e caía cada vez com mais intensidade. A estrelinha já mal conseguia ver o que se passava à sua volta. Durante toda aquela confusão, acabou por perder os sentidos e desmaiou.
Quando recuperou, abriu os olhos muito devagarinho. O que teria acontecido? Onde estava? Doía-lhe tanto a cabeça... tudo parecia andar à roda e lembrava-se de coisas soltas. O vento, o frio, a neve... Mas quando focou o olhar, ficou maravilhada. Nunca tinha visto nada assim. Um céu azul, imenso, lindo. A luz clara do sol iluminava tudo à sua volta. Viu flores de cores que nem imaginava que existiam. Um riacho com água límpida a correr entre as margens de uma relva muito verde. E também ouvia sons muito calmos e tranquilos: a água do riacho a correr e o chilrear de passarinhos por toda a parte. Até a montanha, lá ao longe, por onde caiu aos trambolhões, estava agora calma e sossegada, com a neve tão branquinha a brilhar como cristais límpidos. “Que lugar tão mágico”, pensou a estrelinha, ainda dorida da sua aventura. “Afinal a terra é ainda mais bonita do que eu imaginava lá de cima, do céu”.
E foi quando pensou nisto, nos cristais de neve e no céu, que se lembrou que tinha partido para aquela aventura sozinha, enquanto as suas irmãs estrelas dormiam. E agora, ali estava ela, caída num lindo vale cheio de coisas novas para descobrir mas, indefesa, com as suas cinco pontas estilhaçadas e sem se poder mexer. “Como estariam as suas irmãs estrelas lá em cima? Será que deram pela sua falta? Devem estar muito preocupadas!” Então, a estrelinha começou a chorar porque cada vez mais sentia saudades das irmãs e, sem elas, não tinha ninguém que a ajudasse.
E não se enganou: lá no céu, as outras estrelas já tinham acordado e andavam muito aflitas porque não sabiam onde andava a irmã mais nova. Procuraram por toda a parte, perguntaram aos planetas e aos cometas mas ninguém a tinha visto. Nem a lua, que está sempre tão atenta, sabia onde teria ido a pequena estrela. Então as estrelas lembraram-se de ir perguntar às nuvens. Como estão lá em baixo, mais perto da terra, pode ser que tenham visto a estrelinha a passar. O que as preocupava agora era se a estrelinha teria ido sozinha à terra, ela que passava tantas noites seguidas de olhos arregalados e cheios de curiosidade. Desceram todas juntas e pararam junto das nuvens para perguntar se alguma teria visto a estrelinha por ali. Então uma nuvem disse-lhes que naquela noite pareceu-lhe ter visto uma luz brilhante a descer em direção à terra, a grande velocidade. Mas como estava ensonada não sabia dizer com certeza se seria mesmo a estrelinha ou se estaria a sonhar. As estrelas então tiveram a certeza: a sua irmã mais pequena tinha mesmo ido ver a terra sem lhes dizer nada. Ficaram tão preocupadas com o que poderia ter acontecido que partiram juntas naquele mesmo instante, o mais depressa que puderam.
À medida que se aproximavam nem repararam na beleza dos sítios por onde iam passando: os montes e vales, as árvores e as flores, os pássaros e tantos outros animais. Tudo isso era muito bonito mas naquele momento o mais importante era encontrar a sua irmã mais pequena. Até que uma das estrelas viu uma luz a cintilar lá em baixo, junto a um riacho. E viu outra mais além. E mais outra. Chamou as irmãs para a seguirem e dirigiram-se àqueles pontos de luz que lhes eram familiares. Aproximaram-se cada vez mais e viram a estrelinha caída num manto fofo de relva verde. As luzes que cintilavam eram as suas pontas estilhaçadas espalhadas pelo prado, refletindo a luz do sol que lhes batia. Foram ter com a estrelinha que estava muito triste e a chorar porque, sem as suas pontas, não se conseguia mexer. Então, as outras estrelas recolheram as pontas estilhaçadas e juntaram-nas com muito cuidado para não se partirem. Depois colaram as pontas novamente à estrelinha para que ela pudesse voltar a mexer-se.
Quando se acalmou, a estrelinha parou de chorar porque estava muito feliz por rever as irmãs. Abraçou-as com muita força e explicou-lhes o que tinha acontecido. Decidira partir sozinha em descoberta da terra porque tinha muita curiosidade em saber o que lá se passava. E depois explicou a tempestade que atravessou e como foi uma sorte não se ter magoado ainda mais. Então a irmã mais velha disse-lhe: “Da próxima vez, quando quiseres ver a terra ou alguma coisa nova, fala connosco e vamos todas juntas. Assim, podemos proteger-nos umas às outras e ajudar-nos quando acontecer alguma coisa má.” A estrelinha compreendeu e pediu desculpa. “Nunca mais volto a ir sozinha para sítios que não conheço, prometo.” As outras estrelas deram todas as mãos e disseram à estrelinha: “Pronto, já passou. Agora vamos para nossa casa que é lá no céu, a brilhar. Mas antes, queremos que nos mostres o que viste aqui na terra, porque também estamos curiosas.” E assim, antes de voarem de novo para o céu, viram juntas tudo o que a estrelinha tinha descoberto e também ficaram maravilhadas: os animais, as montanhas, as plantas e os rios, os cheiros das flores, a frescura da água, tudo na natureza daquele planeta era equilibrado e transmitia paz e tranquilidade. Até parecia impossível que, de vez em quando, essa natureza ficasse tão perigosa, como aconteceu dessa vez que a estrelinha curiosa veio visitar a terra.
Na noite seguinte, lá na sua casa que é no céu estrelado, junto das suas irmãs, a estrelinha curiosa olhou uma vez mais lá para baixo. E antes de adormecer, disse: “Boa noite, terra. Gostei muito de te conhecer. És mesmo bonita como eu imaginava. Mas, para a próxima não vou sozinha porque às vezes, quando te zangas, podemos correr perigos. Daqui para a frente, sempre que quiser descobrir coisas novas que não conheça, vou com alguém em quem confie e que me proteja. Pelo menos, até ser grande.”
terça-feira, 4 de março de 2014
segunda-feira, 3 de março de 2014
O Inverno anda em todos os bolsos!
A prova de que este Inverno tem sido longo e rigoroso é que, numa revista aos bolsos de todos os meus casacos quentinhos, em cada um deles (dos bolsos e não dos casacos) encontrei um pacote de lenços de papel...
Já chega, não?!
Já chega, não?!
a ver se pega!...
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